
1
. Características gerais
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São aeróbios estritos
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São bacilos retos ou levemente curvos
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Móveis com um ou mais flagelos polares; raros imóveis
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Podem apresentar fímbrias
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Possuem AgO (da parede – parte glícidica do lipopolissacarídeo)
semelhante ao das enterobactérias
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Possuem camada mucóide (Ag= alginato)
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São classificados em grupos, de acordo com a homologia do RNA. Dentro de
cada grupo, a classificação se baseia na homologia do DNA.
2
. Metabolismo
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Aeróbios, com metabolismo estritamente respiratório
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Quimiorgânotróficos, capazes de sintetizar proteínas a partir do
petróleo
·
Muitas espécies produzem pigmento
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São capazes de viver em inúmeros locais pela sua riqueza enzimática
3
. Epidemiologia
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São amplamente distribuídos pela natureza
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Estão no ambiente do hospedeiro: reservatório de água, alimentos,
flores cortadas, pias, , sanitários, equipamentos respiratórios e de diálise
e até em desinfetantes.
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Algumas espécies são patogênicas , mas isso ocorre em condições de
oportunidade
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Não persistem como flora normal, a não ser em indivíduos
hospitalizados
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O representante mais importante é a Pseudomonas aeruginosa (mais
de 70% das infecções se dão por bactérias aeróbias estritas)
4
. Taxonomia (classificação)
Ela
é feita por dois critérios. O primeiro leva em conta a mobilidade de acordo
com a presença ou ausência de flagelos. O segundo critério leva em
consideração o tipo de flagelo presente: polar ou peritríqueo.
A)
móveis com flagelos polares
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P. aeruginosa
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Burkhederia cepacia
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Stenotrophomonas
maltophilia
B)
móveis com flagelo peritríqueo
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Alcaligenes
xylosoxidans
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Bordetella sp (
nem pertursis e nem parapertursis)
C)
imóveis e oxidase positiva (grande quantidade de citocromo oxidase)
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Chryseobacterium
meningoseptium
·
Moraxella sp
D)
imóveis e oxidase negativa
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Acinetobacter baumanni
Não se sabe porque na maioria da vezes ela não causa doença quando em indivíduos normais pois ela tem muitos fatores de virulência
1.
Fatores de virulência
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Polissacarídeo policapsular --- alginato
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Fímbrias com adesinas, semelhantes às dos gonococos.
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Exotoxina A: inibe síntese de proteínas com lesão celular e é
semelhante à toxina diftérica
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Exotoxina S: inibe síntese protéica
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Neuramidase: auxilia a adesão da bactéria pois destrói muco
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Fosfolipase C: lise de membranas plasmáticas
·
Elastase: cliva inibidores de proteases leucocitárias e componentes do
complemento
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Leucocidina (toxina): leucotóxica
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Piocianina: inibidora dos movimento ciliares e é agente oxidante
produtora de superóxidos. Ele está no pus formado por tais bactérias
·
Resistência múltipla à antibióticos por produzir vários plasmídios
R
2.
Epidemiologia
Tal bactéria é ubíqua, ou seja, cresce em vários lugares. Ela é oportunista, não faz parte da flora normal residente. Sua simples presença não tem significado pois várias vezes não causa doença. O isolamento da bactéria encontra-se muito em ambiente hospitalar.
3.
Patogenia
Ela
está relacionada a condições de oportunidade quando há queda do sistema
imunitário
·
Infecções pulmonares (fibrose cística-imunodeficiência com produção
de muco leva à maior susceptibilidade da mucosa à infecção)
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Infecções primárias de pele (queimaduras)
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Infecções de ouvido
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Infecçoes oculares
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Endocardite
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Bacteremia
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Infecções de vias urinárias
B.
cepacia: epidemiologia
e patogenia semelhanteà P.aeruginosa, porém é menos virulenta
B.
pseudomallei: saprófita,
ubíqua, muito frequente no sudeste asiático. É responsável pela mielidose
que é uma infecção supurativa aguda ou infecção pulmonar crônica, a qual
é rara no Brasil.
S.maltophillia:
Ela é muito oportunista e
resistente à antibioticoterapia. É responsável pelas infecções
hospitalares, na maioria delas, e são caracterizadas por bacteremia, pneumonia,
meningite, infecções do trato urinário, etc.
A.
baumandii: Ela
é de flora normal da orofaringe, é oportunista e responsável por infecção
da vias aéreas, urinárias, de feridas e por sepsemia.
Moraxella
catarhalis: Ela participa da
flora normal das vias superiores e causa bronquite ou broncopneumonia em idosos
e indivíduos com doença pulmonar crônica.